Por Juan Laborda
O artigo de Juan Laborda, publicado por El Salto em 5 de março de 2025, analisa a decadência do Ocidente a partir de três eixos centrais: o papel destrutivo dos neoconservadores dos EUA, a submissão da Europa e a erosão das democracias ocidentais. O autor argumenta que a tentativa do Ocidente de impor sua hegemonia fracassou, resultando em Estados falidos, migrações em massa e um Sul Global ressentido.
Laborda baseia-se na obra A Derrota do Ocidente, de Emmanuel Todd, para demonstrar como os neoconservadores americanos instrumentalizam a democracia para justificar guerras e manter a supremacia unipolar dos EUA. O autor critica a estratégia expansionista da OTAN, que, ao invés de buscar um equilíbrio de poder, alienou Moscou e impulsionou a formação de um bloco antiocidental liderado pela China e pela Rússia.
O segundo eixo explora a incapacidade da Europa de assumir um papel protagonista em um mundo multipolar. Após a crise de 2008, a União Europeia teve a chance de se aproximar do BRICS, mas escolheu seguir as diretrizes dos EUA, aumentando as sanções contra a Rússia e se envolvendo em conflitos desnecessários. A expansão do BRICS em 2024 evidencia essa mudança global, enquanto a Europa se enfraquece ao insistir em uma política de confronto com a China e a Rússia.
O terceiro ponto aborda a degradação das democracias ocidentais, utilizando o conceito de "totalitarismo invertido" de Sheldon Wolin. Laborda critica como as elites econômicas capturaram os governos, transformando a democracia em uma fachada para a imposição de políticas neoliberais que beneficiam o 1% mais rico. Exemplo disso são os cortes em serviços públicos e o aumento dos gastos militares, enquanto a população enfrenta desemprego e precarização.
Laborda sugere que a única forma de o Ocidente se reerguer é resgatar seus princípios democráticos originais e buscar cooperação internacional, como fez Franklin D. Roosevelt com o New Deal. No entanto, ele se mostra cético quanto à capacidade de lideranças atuais para concretizar essa mudança. Caso a Europa continue subordinada a Washington, seu futuro será decidido entre China, EUA e Rússia, enquanto seus cidadãos clamam por um renascimento que ainda não se materializou.
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