F/ Pixabay

 

Bispos católicos contra medidas de Trump sobre imigração, clima e pena de morte

Por A redação

Os bispos católicos dos EUA manifestaram forte oposição às ordens executivas assinadas por Donald Trump em 22 de janeiro, criticando medidas que impõem restrições severas à imigração, promovem a pena de morte e retiram os EUA do Acordo de Paris. Segundo a conferência episcopal, tais políticas terão consequências negativas, prejudicando principalmente os mais vulneráveis. Reafirmaram que a Igreja não está alinhada a partidos políticos, mas seus ensinamentos permanecem inalterados, defendendo a dignidade humana e a proteção dos mais necessitados, incluindo migrantes, refugiados, pobres e enfermos.

O comunicado "foi publicado no sítio da conferência episcopal – assinado pelo seu presidente, Timothy Broglio – nele os bispos referem-se às ordens executivas que incluem duras restrições à imigração, uma diretiva a favor da pena de morte, e a retirada do Acordo de Paris, como profundamente preocupantes”.

O bispo Mark Seitz, presidente do Comitê de Migração da conferência episcopal, reforçou a posição da Igreja contra a criminalização generalizada dos imigrantes e alertou para o risco de políticas que desconsideram a lei moral e os direitos humanos. Ele condenou o uso de forças militares para a aplicação da lei de imigração, a limitação do direito de asilo e a proposta de restringir a cidadania por nascimento, considerando essas medidas perigosas e prejudiciais a famílias e crianças vulneráveis.

Enquanto isso, os bispos do México lançaram um plano para apoiar migrantes deportados, disponibilizando locais de assistência jurídica, distribuição de alimentos e abrigo ao longo da fronteira com os EUA. Em uma declaração, expressaram preocupação com o sofrimento dos migrantes diante das novas políticas e pediram o engajamento da sociedade para ajudá-los. O posicionamento da Igreja nos dois países reforça a necessidade de políticas mais justas e humanitárias para lidar com a imigração e os direitos humanos.



Leia a matéria completa em 7MARGENS

 

 

Galeria

Últimas notícias

A encíclica de Leão XIV: a IA deve servir à humanidade, não ao poder de poucos

Especial

No 135º aniversário da “Rerum novarum”, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas”, sobre a Doutrina Social da Igreja na era da inteligência artificial. O apelo para preservar “uma magnífica humanidade habitada por Deus”, promovendo a verdade, a dignidade do trabalho, a justiça social e a paz. Na era digital, é preciso desarmar a IA e superar a teoria da “guerra justa”, relançando o diálogo e o multilateralismo

25   maio   2026

Papa Leão XIV: Davi enfrenta Golias

Artigos

O Papa Leão XIV se recusa a vestir as armaduras dos Golias de sempre e suas armas nucleares de destruição em massa, pois suas armaduras são outras, aquelas descritas em Ef 6,10-17, sugeridas para os discípulos do Reino: “revistam-se de toda a armadura de Deus, para estarem firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades...

21   maio   2026

1º de Maio: trabalho, poder e a negação da dignidade

Sociedade

O trabalhador já não se percebe como sujeito coletivo. A experiência comum de luta foi substituída por trajetórias individualizadas, marcadas pela lógica do desempenho. A precarização deixou de ser entendida como injustiça estrutural e passou a ser interpretada como fracasso pessoal...

01   maio   2026
Utilizamos cookies para melhor navegação. Ao utilizar este website, você concorda nossa Política de Cookies e pode alterar suas Preferência de Cookies. Consulte nossa Política de Privacidade.
Não aceito