Por Da redação
O vídeo “Revisitando o Concílio de Nicéia: 1700 anos depois” reúne Frei Luiz Antônio Pinheiro, OSA, e Geraldo Luiz De Mori, com mediação de Graziela Cruz, para refletir sobre o significado histórico, teológico e pastoral do Primeiro Concílio de Niceia (325 d.C.) à luz do seu 1 700º aniversário
Celebrar os 1.700 anos do Concílio de Niceia é muito mais do que recordar um episódio distante da história do cristianismo. É revisitar um momento fundante da fé cristã, cujas decisões continuam a ecoar na teologia, na liturgia e na vida pastoral da Igreja. Essa foi a perspectiva central da live “Revisitando o Concílio de Niceia: 1700 anos depois”, que propôs uma leitura histórica e teológica do primeiro concílio ecumênico, buscando evidenciar sua relevância para os desafios atuais da fé.
Realizado no ano 325, o Concílio de Niceia foi convocado em um contexto de profundas tensões doutrinais, especialmente em torno da controvérsia ariana, que colocava em questão a identidade de Jesus Cristo. Ao afirmar que o Filho é “da mesma substância” do Pai, o Concílio estabeleceu um marco decisivo para a cristologia, confessando a plena divindade de Cristo e, ao mesmo tempo, lançando as bases da fé trinitária. Essa definição não foi apenas uma solução intelectual para um debate teológico, mas uma resposta pastoral à necessidade de preservar a unidade da fé professada pelas comunidades cristãs.
Um dos frutos mais duradouros de Niceia foi a formulação do Credo Niceno, que, ao longo dos séculos, se tornou uma profissão de fé comum a diversas tradições cristãs. Recitado até hoje na liturgia, o Credo expressa de modo sintético aquilo que está no coração da fé cristã: a confissão de um Deus que se revela como Pai, Filho e Espírito Santo, e que age na história para a salvação da humanidade. Nesse sentido, Niceia permanece como um ponto de referência não apenas doutrinal, mas também espiritual e celebrativo.
Credo Niceno
A reflexão proposta na live destacou ainda que o Concílio de Niceia deve ser compreendido como um acontecimento eclesial situado em seu tempo, mas aberto ao futuro. Suas decisões mostram como a Igreja, desde os primeiros séculos, foi chamada a dialogar com contextos culturais e filosóficos complexos, buscando linguagem adequada para expressar o mistério da fé sem trair o núcleo do Evangelho. Essa experiência continua a inspirar a teologia contemporânea, especialmente diante dos novos desafios culturais, científicos e religiosos do mundo atual.
Ao completar 1.700 anos, Niceia se apresenta também como um convite ao diálogo ecumênico. O fato de o Credo Niceno ser reconhecido por diferentes Igrejas cristãs recorda que existe um patrimônio comum de fé capaz de sustentar caminhos de unidade, mesmo em meio às diferenças históricas e confessionais. Revisitar Niceia, portanto, é também renovar o compromisso com a busca da comunhão entre os cristãos, tão necessária para um testemunho crível do Evangelho no mundo de hoje.
Assim, a memória do Concílio de Niceia não pertence apenas ao passado. Ela continua a iluminar o presente e a provocar a Igreja a aprofundar sua fé em Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e a vivê-la de modo coerente na missão. Para a reflexão teológica e pastoral atual, recordar Niceia é reafirmar que a fé cristã nasce do encontro com o mistério de Deus e se expressa, ao longo da história, em confissões que unem, orientam e sustentam a vida da Igreja.
Acompanhe o vídeo no link abaixo ou diretamente no Youtube
Entenda por que algumas pessoas ficam doentes justamente nos momentos de descanso e o que isso revela sobre o ritmo de vida atual.
04 abril 2026
A crítica de Byung-Chul Han aponta para a urgência de recuperar o valor do descanso, perdemos algo muito importante: a capacidade de contemplar, de parar e simplesmente estar. O sistema em que vivemos não permite isso. Tudo precisa ser útil, produtivo, comparável. No fim, tudo fica meio igual — sem beleza, sem diferença, sem profundidade.
04 abril 2026
Talvez o maior risco deste dia seja reduzi-lo a um momento de emoção passageira, sem permitir que ele atravesse a vida. Porque, se a cruz não nos desloca, ela se torna apenas mais um símbolo entre tantos outros. E a fé, então, perde sua força transformadora.
03 abril 2026
Caminhar com Jesus é aceitar sair da superficialidade e entrar na profundidade da vida. É reconhecer nossas próprias contradições, sem fugir delas. É compreender que a verdadeira fé não se mede pelos momentos de entusiasmo, mas pela capacidade de permanecer, mesmo quando tudo parece desabar.
30 março 2026